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Pesquisadores da UFSC criam implante em 3D para liberar remédios a pacientes com câncer

Pesquisadores da UFSC criam implante em 3D para liberar remédios a pacientes com câncer

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram um implante para ministrar remédios a pacientes com câncer, fabricado a partir de impressão em três dimensões (3D). O aparato permitirá a aplicação de medicamentos dentro do tumor, nas proximidades ou no local onde foi retirado.

O objetivo é reduzir o impacto físico aos pacientes em tratamento do câncer, que fazem uso de quimioterapia. O desenvolvimento do implante a partir de impressão em 3D foi coordenado pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica Gean Salmoria. Os trabalhos incluem ainda o Núcleo de Inovação em Moldagem e Manufatura Aditiva (Nimma), Laboratório de Engenharia Biomecânica do Hospital Universitário e Departamento de Farmácia da Unisul.

O grupo já trabalhava na criação de materiais como polímeros capazes de auxiliar na reconstrução de tecidos e ligamentos, por serem absorvidos pelo corpo, e para uma demanda do Ministério da Saúde, relacionada a criação de stents que administram antibióticos e hormônios na corrente sanguínea.

A novidade na técnica utilizada na UFSC é o uso da impressão 3D para modelar cada implante de acordo com a necessidade anatômica do paciente e do tipo de problema a ser tratado. Segundo o professor Salmoria, no tratamento quimioterápico tradicional, o paciente sofre com a agressividade do procedimento porque ele tem ação menos seletiva e ataca simultaneamente vários tipos de células. O uso da prótese, no entanto, permite uso localizado do fármaco.

Carlos Roesler, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC e integrante do Laboratório de Engenharia Biomecânica do Hospital Universitário, complementa que a aplicação do implante no organismo do paciente é como colocar um tablete que libera a droga continuamente, sendo mais vantajoso e menos dolorido do que o método convencional, de aplicação de diversas injeções. Em alguns casos, no entanto, os implantes podem ser utilizados por um tempo e retirados mais tarde.

Os pesquisadores são pioneiros no Brasil em inovação na área de impressão 3D associada a biomateriais, nanotecnologias e liberadores de fármacos. De acordo com Salmoria, os EUA aprovaram alguns implantes para liberação de drogas na área de câncer, mas o uso da impressão em 3D para customização do aparato é inédito.

radiofloripa

setembro 26th, 2017

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